Mostrando postagens com marcador amizade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amizade. Mostrar todas as postagens

do teu aniversário

“A vida é uma busca inutil de um objetivo impossivel...”



Valzinha são 05 da manhã do teu aniversario. A essa data vários anos atras, nascia uma menininha provavelmente feinha, com cara de joelho, como todos os recem nascidos do mundo, só que essa menina, tinha um diferencial: Ela seria minha melhor amiga.
Ela ia me ajudar, me ouvir, brigar e olhar de cara feia quando eu fizesse algo de errado... E eu me sinto tão, mas tão grata por ter alguem como tu na minha vida... Todo o resto é futilidade. Tu não. Eu posso ser profunda e verdadeira contigo, e tu entende, porque tu também o és.
Não podemos pensar que não nos encaixamos. Porque deveríamos nos encaixar em algum lugar? Estamos aqui graças a um acaso. Essa historia de pensar que fomos escolhidos entre milhoes de esperminhas do cão, é ilusão. Na verdade fomos jogados aqui por uma força maior: o acaso.
Os poucos de nós que nos damos conta, somos fadados a viver insatisfeitos. Seja porque não nos encaixamos em algum lugar, como no teu caso, seja porque, se nos encaixamos, somos constantemente frustradas pelo desinteressante mundo e pessoas ao nosso redor, meu caso.
Mas às vezes, fatalidade do destino, essas pessoas se encontram e nasce essa amizade meio louca e completamente diferente. Eu e tu.
Eu te amo.
Queria escrever mais e abrandar essa teu coraçãozinho de metro e meio de mulher, sete palmos de beleza, tristeza e olhar gateado, mas eu tenho que ir comprar as coisas pro teu café da manha, meu amor...
A gente continua essa conversa com a boca cheia.

 


 04 de Julho de 2010

Intervalo amoroso


- Eu te amo tanto sabia?
- Tu me ama? – surpreendo-me.
- Amo sim...
- Tu nunca fala. Obrigada por dizer. Meu coração ficou quentinho.
- Tu me fez sorrir agora, um sorriso daqueles!
- Eu quase vi!

Simples e suave coisa...? Suave coisa nenhuma.



"Devagar, minha criança louca
Você é tão ambiciosa para uma jovem
Mas então se você é tão esperta, me diga porque você ainda tem medo?
Onde está o fogo? pra que é a pressa?
É melhor você aproveitar isso antes que você perca
Você tem muito o que fazer e poucas horas num dia

Devagar, você está indo bem
Você não pode ser tudo que você quer ser antes do seu tempo
Você está tão adiante de si mesmo que você esqueceu o que você precisa

Você tem sua paixão, você tem seu orgulho
Mas você não sabe que apenas idiotas ficam satisfeitos?
Sonhe, mas não imagine que eles todos se realizarão
Quando você perceberá que eu estou aqui por você?

Devagar, minha criança louca
Tire o telefone do gancho e desapareça por um instante
Está tudo bem você pode permitir-se de perder um dia ou dois
Quando você perceberá que eu sempre estarei aqui por você?"


Te amo, Valzinha.

intervalo consciente


Tarde em casa. Eu e Luis sentados, fazendo o que mais gostamos de fazer, Val chega do trabalho, joga a bolsa no chão e exclama:

- Cara, tô me sentindo tão fora do tempo!!! Hoje lá no escritório eu descobri que o Espanta morreu há tempos...

- O Espanta morreu?! - pergunto, alienada.

- Quem é Espanta? - Luis, relaxadíssimo.


[ sim, somos autistas por opção ] 



Roza

das minhas abstinências


Outro dia, um moço dos olhos d’água veio me falar de como acreditava que todos os papéis importantes da minha vida pareciam estar ocupados. Mas eu não tenho um loteamento dentro de mim, muito menos espaços premeditados.
As pessoas simplesmente chegam e criam seu próprio espaço. Eu sou mata virgem e tenho meu coração e meus sentidos abertos para a grande novidade que cada um pode ser. As pessoas vêm e fincam suas estacas no meu peito, criam sua história, constroem em mim seus desejos e fazem dos seus, meus sonhos.
Algumas pessoas podem despertar tantos sentimentos. Bons, maus, inesquecíveis, risíveis, mas todos com seu grau de loucura e preciosidade. Eu amaria as pessoas se não as repelisse tanto. Algumas me despertam tanto interesse! Mas com a maioria sinto apenas um ante-cansaço  de saber que não vou encontrar ali nada de novo, nada que me surpreenda.
Ademais me abstenho do mundo. Deixo o mundo chegar a mim da maneira que ele desejar. Tento não me aprofundar demais, tento fechar os olhos, tento ser o oposto absoluto de todos, tento ser o não sei.
Depois de tanto pensar, tanto sentir sem sequer tocar na vida, fecho, cansada, as janelas do meu coração. Excluo o mundo e todos e por um momento me dispo de mim. Amanhã voltarei a ser eu. Deixem-me ser o nada hoje. 
Roza

dos que foram especiais e sempre o voltam a ser



Eu procuro as pessoas. Não tenho escrúpulo nenhum de pensar que posso incomodar, mas quando a saudade vem dobrando a esquina, espiando pra ver se estou em casa, fujo apressada pela porta traseira e vou atrás do que ela quer assim ela nem me atormenta.
Mas hoje reparei que há algumas pessoas a quem eu procuro e de quem eu me perco constantemente.
Tem uma menina que desde 2004 ilumina os meus dias. Ela vai e volta, ama e desama, está e não está ao meu alcance, mas ela nunca me sai dos pensamentos. Já vivemos tantas coisas. Ela já me ajudou tanto, já brigou comigo, já foi legal, já foi chata, já me salvou de mim mesma. Eu estava triste num dia ensolarado e cheio de pessoas a sorrir e a cantar, quando ela apareceu na minha vida e pediu pra fazer morada permanente nos meus dias, eu, que nem sou boba nem nada, a puxei pra minha vida antes que ela mudasse de idéia. Desde então foram tantos passeios pela beira-mar, tantos amores vividos, tantas viagens sem destino... Ela me ama e eu a amo. E ela tem uma voz tão doce...
E tem um garotinho que eu encontrei por acaso numa tarde ensolarada no meio de uma rua enlameada em 2002, porque minha amiga pensou que ele fosse o irmão dele. A blusa listrada preta e branca que ele usava ainda está guardada no meu olhar. Ele está sempre indo e voltando dos meus dias. E é tão bom reencontrar.
Tem também um moço todo especial e de nariz empinado, pregando poder controlar tudo: desde o seu cachorro ao mais sutil sentimento, mas que, na verdade, tem dentro de si um garoto de 16 anos todo assustado e de cantos de boca para baixo. Estávamos eu e aquela garotinha da voz doce perdidas numa rua de pedras engraçadas quando nossos destinos se cruzaram com o garoto de nariz empinado, foi no belo 2006, o ano antes. Um ano tão doce e apaixonado, como se fosse a ceia antes da sentença... Esse moço de nariz a fitar o céu é todo lindo e todo perfeição. Ele é um sonho. E eu sempre que posso o resgato para os meus dias. Acalentadores dias...
E há ele. O que está tão longe e tão próximo de mim. Frágeis muros de vento, fronteiras, a nos separar. Conversas salvas, afagos prometidos e um ou outro DDD me provam que ele é real e que eu ainda estou sã. Hoje mesmo ele salvou meu dia, que tinha tudo pra ser a sexta-feira mais cinza do mês. Ele entrou no meu coração já empoeirado e passou a tarde toda comigo. Infelizmente às 17:49 ele teve que fugir apressado e pediu pra eu guardar a felicidade dele no mesmo lugar que eu ia deixar a minha. Ele ainda não sabe, mas eu não planejo devolver, a não ser que ele volte pra buscar. Mas ele vem. Eu me enamorei pela alma desse menino desde que eu vi um /infloenzae no mundo dos fotolog’s, em 2004, e desde então ele sempre aparece pra me iluminar os olhos e deixar minhas vontades com água na boca. E mesmo com essas visitas meus dias são cheios de saudades ao avesso. Saudades do que não foi. Do que ainda nem perdi. Do que não é meu.
Roza Larissa
06/02/2010

de sorrisos a cabelos despenteados




Acordo. Cabelos e pensamentos embaralhados. Ela já está no chuveiro. Nos cruzamos na porta. Ela vai preparar nosso café, eu fico enrolando, molhando só o pezinho, aproveitando a sensação da água gelada entre os dedos. Quando vou tomar café ela já está se maquiando. “Amanhã tu acorda as 06:30. Vou me atrasar, Roza!”, “Vai sozinha.”, retruco. Seguro um sorriso, ela também. Sabemos que não vamos sós.
Chego no trabalho mais cedo do que deveria. O “Power” afunda sob meus dedos, e me preparo para mais um dia sentada na frente dessa telinha. Vejo os emails, atualizo sistemas, e vou pra parte prazerosa: dois cliques nos bonequinhos verde/azul.
Predo diz: Bom dia! \o
Um sorriso se abre no meu rosto, iluminando a minha sala. Aproveito-o para saudar as colegas que chegam, e volto a minha atenção pra janelinha piscando aqui em baixo.
Antes mesmo do convite de exibição da webcam vir já o vejo. Camisa amarrotada me fala de batalhas na cama. Estendo a mão pro monitor, quase sentindo os fios bagunçados abraçando meus dedos.
Ele já está ali, o sorriso, meio escondido, entre uma covinha e outra, tentando, inutilmente, passar despercebido. Eu o instigo. Falo bobagens. Ele morde o lábio inferior. Não quer aparecer. Em vão, ele já está ali, já é meu.
Prelúdios de conversas em domingos que nunca virão me passam no cantinho do olho. Eu, ele, ela e ele. Muros de vento nos cercando. Muros que embora não possa ver, sinto. Sinto até quando não está lá. Principalmente quando não está lá. Onde estará?

beijo



O nosso beijo não toca na beleza da minha ou tua boca, mas no íntimo da nossa alma, no âmago do nosso ser: nossa amizade.
Amizade esta que se tornou um alimento para minha felicidade que é quase constante quando estou contigo, desfrutando do nosso dolce far niente.
Vento no rosto, fumaça gostosa avermelhando nossos olhos, pés sujos de areia, risadas espontâneas rompendo os nossos lábios (selados para deixar o "ar" lá dentro).
Eu te amo e nunca antes havia encontrado pessoa tão semelhante e tão diferente de mim. 
Desejos contraditórios me partem ao meio: proteger-te desse mundo ou te ajudar a viver as mais loucas aventuras para que você veja tanto quanto eu já vi?
Só de uma coisa eu tenho a resposta: eu vou estar sempre ao teu lado. 
Triste, feliz, chata, linda, feia, gorda, magra, rica, pobre, não importa. Seremos sempre duas partes que se tornam uma, que completam a sentença uma da outra, que faz a outra prestar atenção no que é importante quando na realidade estamos muito distraídas com o vento que passa e acaricia e traz odores...
Viveremos nossas vidas, tentaremos realizar o que sonhamos, e faremos de tudo para não permitir que o tempo nos separe.
Estaremos sempre juntas: seja na beira do rio olhando-o correr, seja sendo levadas pela correnteza.

Roza