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"...eu quero é tua boca endiabrada na minha.

 o resto...

 que se dane!"

borboletas no vidro

E dizem que a vida continua
Como as horas passam
Os relógios atrasam
Como a nuvem flutua

Borboleta no vidro
Deixe-a ir pro claro
Pro ar mais raro
Num longo suspiro

E dizem que a vida é breve
Como o tempo errado
Como dia nublado
A história que se escreve

Apressada como um raio
Noiva no mês de maio
A vejo correr pela casa
Folia de juventude em brasa

E poderia até ver seu futuro
Os filhos que teria
Roseiras ao pé do muro
Suzaninhas com medo do escuro

E eu nem a pude conhecer
Nem segurar sua mão na hora cinza
No azul do olhar, do mar e a brisa

Nem saber o que se passava
Nem passar por ela
Nesse abismo que o coração
Deprime ao chão e eleva em asas

E agora me olhas lá de cima
Sorriso em alvoroço
Beijos dobrando a esquina

E agora a minha lembrança guarda
Em minha memória vive
Suzaninhas correndo pela casa
Livre, livre!

Para um brincalhão raio de luz que me tocou de leve a testa e me deixou uma Roza com z de lembrança.
(Pedro)



Poesia mais linda que Predo escreveu pra minha flor de maracujá.